Opinião

Intervenção em Bayeux

15 de julho de 2020 às 11h34 Por Heron Cid

Em três anos e meio, Bayeux viu cinco mudanças no comando do município, desde a prisão do prefeito Berg Lima.

O poder oscilou das mãos dos eleitos para o Executivo, Berg Lima e Luís Antônio, aos presidentes das Câmaras, Noquinha e Jeferson Kita, interinos. Um festival de golpes e contragolpes.

A cidade passa por nova turbulência e, com a renúncia de Berg, o atual prefeito, Kita, fica de certa forma também na berlinda, passível de novas manobras pela disputa do poder que marcaram a última gestão e legislatura.

O quadro de Bayeux recomenda um exame acurado sobre intervenção. Aliás, um pedido do Tribunal de Contas do Estado repousa na gaveta do governador João Azevêdo.

Para casos atípicos, medidas atípicas.

No caso de Bayeux, uma intervenção nomeando um político nada resolve, na prática. Apenas, estende a agonia do município e permite o velho jogo local de cartas marcadas continuar asfixiando o ar que ainda resta.

Só acode Bayeux um interventor administrativo, na essência da palavra, blindado de interesses políticos e eleitorais. Um técnico, um auditor, alguém sem amarras e comprometido tão somente em evitar o colapso total, até que o povo, soberanamente, escolha em novembro o seu próprio destino.

Também não serve uma intervenção branca, como promovida no passado, quando Noquinha, para ter o poder, praticamente terceirizou secretarias ao todo poderoso PSB e governo da época. O que Kita também parece disposto se, eventualmente, for ungido interventor.

Os mandatários atuais já provaram até onde a politicagem foi capaz de levar o município. Arrastaram a lama do manguezal para as entranhas da Prefeitura e da Câmara. Para este momento de resgate do atoleiro, eles não servem! Uns estão atolados, outros ajudaram a atolar.

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