Opinião

A vida voltando ao normal

10 de julho de 2020 às 20h28 Por Heron Cid
Rotina só não volta ao normal para quem viu a morte na pandemia

A partir desta segunda-feira, João Pessoa e Campina Grande, os dois maiores picos de incidência do novo coronavírus, começam a voltar ao que eram antes.

Campina, que iniciou primeiro a flexibilização, em estágio mais avançado.

Na Capital, comércio e shoppings reabrem com as medidas restritivas e horários regulados. Uma afrouxamento do cinto tão apertado.

No geral, nas duas cidades, ouviu-se a ciência mais do que os gritos e protestos do setor produtivo.

Geralmente, quem aufere mais lucro chia muito mais do que os trabalhadores dependentes de salários fixos.

Seguiu-se mais a Medicina e a experiência sanitária do mundo do que os arroubos políticos.

E nessas horas, nem a complexidade do momento é suficiente para inibir os aproveitamentos eleitorais.

Apesar do barulho, não se tem notícia de gente morrendo de fome. O socorro econômico do Governo Federal foi efetivo. Mas saltam os números dos mortos pela doença.

Aos poucos, apesar da crise mundial onde todos nós sairemos mais pobres, a rotina de trabalhadores, empresários, informais e autônomos vai voltar ao normal.

A vida só não voltará ao normal para quem a perdeu. Ou viu um dos seus indo embora para nunca mais voltar.