Opinião

O anti-jogo da FPF

6 de julho de 2020 às 15h17 Por Heron Cid
Carma da Federação Paraibana de Futebol; mudam-se as caras e os escândalos permanecem

Dizia-se que o problema da Federação Paraibana de Futebol era Rosilene Gomes, a toda poderosa que comandou com mão de ferro o jogo da instituição por longos anos.

Depois da queda da ‘senhora’ do futebol paraibano, já se foram duas renovações na direção da FPF.  E as escorregadas persistem.

O que, facilmente, dá pra arriscar: o problema não está na bola, mas nos seus ‘donos’.

Amadeu Rodrigues até tentou, mas sucumbiu com a Operação Cartola, o estopim para intervenção na Federação.

Mais uma eliminação.

Veio a advogada Michelle Ramalho e aí muita gente respirou mais uma vez torcendo para a volta por cima e superação.

Bola na trave, de novo.

Sob a batuta de Michelle, as confusões continuam chutando lama na fachada da Federação.

A da vez? Reportagem da TV Globo descobriu dois dirigentes da FPF recebendo auxílio emergencial, um diretor e até a vice-presidente.

Em nota, Ramalho reafirmou compromisso com a recuperação da ‘credibilidade’ do futebol paraibano, que “constantemente é atacado por organizações e pessoas que tentam relacionar o nome desta Federação com fatos negativos”.

Esses “fatos negativos”, como bem diz a presidente, são fatos e existem. Um bom começo para a direção recuperar a credibilidade é simplesmente fazer com que eles deixem de existir. Como prometido e ainda não cumprido.

A FPF é como aquele time que não cansar de perder. Espera-se que a Federação canse de passar e de fazer vergonha.