Ódio ao empresário? (por Francisco Evangelista) – Heron Cid
Bastidores

Ódio ao empresário? (por Francisco Evangelista)

27 de maio de 2020 às 15h29 Por Heron Cid

Li recentemente uma afirmação de um sociólogo, analisando de que nenhum discurso é tão irreal como o que se refere acerca do “ódio ao empresário”, apontado muitas vezes como vilão, principalmente, quando alguns ditos esquerdistas encamparam o conto de fadas do Século 19, que apontava o patrão como explorador dos pobres e acumulador de lucros exorbitantes.

Em plena pandemia, estamos assistindo muitos empresários brasileiros realizando ações em prol do nosso povo, sejam com alimentos, equipamentos para hospitais, distribuição de máscaras etc. Muitos empresários de vários segmentos estão fazendo o impossível para não demitir em massa.

Realmente, nada mais falso, porque quem gera, mantém empregos e impulsiona a economia, pagando a todos nós, são os empreendedores, na sua maioria micro e pequenos empresários que no Brasil gastam mais de 30% do seu faturamento com impostos extorsivos, o que normalmente superam os seus próprios lucros.

Ouvi bem e guardei na memória, durante a discussão da reforma trabalhista, com muito bom senso, uma pergunta de um deputado: “Será que a Justiça do Trabalho, os sindicatos, este Congresso geram algum emprego ou os mantém?” E concluía que o empresário é quem garante o emprego.

Perguntem ao Sebrae que ele responderá as dificuldades dos micros e pequenos empresários e aqueles que administram por conta própria. Perguntem quantas empresas fecham anualmente? Aliás, quantas empresas estão paradas por conta do Covid 19? Como será Brasil de amanhã? Quem vai reconstruir a economia, senão o empresariado?

Pois bem, os empreendedores e muitos outros grandes empresários não têm lucros exorbitantes, salvo aqueles privilegiados, no qual o dinheiro chega facilmente não negociando com bens, mas com favores e propinas. Isso tem que acabar no Brasil. Não podemos viver mais num país com políticos eleitos pelo povo que nos envergonha. Vejam o exemplo do Rio de Janeiro, cinco governadores acusados de corrupções. Como é que podemos viver no Brasil se tem governos, em plena pandemia superfaturando, recebendo propinas? Esses sim ficam ricos, pelo suborno e influência mais do que pelo trabalho, no qual a corrupção é recompensada e a desonestidade é premiada.

Será que os políticos, sindicalistas e gestores públicos têm preocupação em produzir e gerar recursos para os seus pagamentos no final do mês? Não, mas as empresas terão que produzir e faturar, senão não pagarão aos seus empregados, nem quitarão seus impostos e não suprirão as suas necessidades.

Assim não se pode e nem deve dedicar ódio a quem produz, a quem ajudou a ajuda o pais a crescer.

MaisPB

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