Opinião

Bolsonaro sob pressão total

22 de maio de 2020 às 17h11 Por Heron Cid
O presidente Jair Bolsonaro fala com apoiadores ao sair do Palácio da Alvorada - Pedro Ladeira/Folhapress

Nada mole tem sido a vida do presidente da República, Jair Bolsonaro, nas últimas horas.

A divulgação do vídeo privado de reunião com ministros, apontado pelo ex-ministro Sérgio Moro como indício para revelar interferência na Polícia Federal, com conteúdo constrangedor e de inevitável desgaste.

Trinta e seis pedidos de impeachment na mesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), com quem o presidente vive numa relação de gato e rato.

E a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal determinar a qualquer momento a apreensão do telefone do presidente, algo inimaginável em tempos normais.

A anormalidade, aliás, é o normal na  vida contemporânea brasileira.

Atipicamente reagiu o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, prevendo consequências “imprevisíveis”.

Sun Tzu diz, em a Arte da Guerra, recomendava: “Quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele. Do contrário, ele lutará até a morte”.

Bolsonaro está cercado. Não é difícil imaginar a reação dele se não enxergar saída.

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