Opinião

Os dois “fatos novos” no prazo final das filiações

7 de abril de 2020 às 19h35 Por Heron Cid

Somente dois fatos romperam o óbvio na reta final das filiações na Paraíba. Um em João Pessoa e outro em Campina Grande.

O ingresso do ex-senador Cícero Lucena no PP saiu da curva. Esperava-se tudo, menos esse desfecho para quem tinha ótimas relações com o PSDB e era assediado pelo MDB, até pouco tempo.

Cícero e Aguinaldo Ribeiro surpreenderam. Um pela escolha e o outro pela articulação.

Agora o Progressistas, que havia perdido Socorro Gadelha para o PV, tem uma carta na manga para chamar de sua e atuar na eleição pessoense com condições políticas de protagonizar.

E Cícero – depois de tantas hesitações – não teria tomado esse caminho se não fosse pela decisão de se colocar no páreo, em caráter efetivo.

De Campina Grande, outra surpresa. A opção de Bruno Cunha Lima pelo PSD mexeu no tabuleiro político da Rainha da Borborema.

Tido e havido como candidato solo “de todo jeito”, Bruno deu um gesto em direção contrária ao voluntariamente escolher se submeter à liderança do prefeito Romero Rodrigues na condução da sucessão municipal.

Romero, por sua vez, também não ficou refém de cenários externos. Garantiu logo um nome para o seu quadrado e ainda tem Tovar Correia Lima, do PSDB, como alternativa para avaliação.

Está subentendido que o que vai pesar na escolha futura de Romero e do grupo será o nível de competitividade. Cada um que se faça agora.

Os dois fatos – tanto o João Pessoa e como o de Campina – têm força para gerar fortes desdobramentos.

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