Opinião

Eleição 2020: nuvens de rachas nos céus de Campina Grande

4 de março de 2020 às 10h43 Por Heron Cid
Ameaças de tempestades rondam oposição e governistas na cidade

Na eleição de 2016, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) partia como favorito e com o grupo governista coeso em torno de sua reeleição.

A oposição, cujo nome mais forte era o então deputado federal Veneziano Vital, se dividiu com o lançamento da candidatura do presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB), e a renovação da postulação do empresário Artur Bolinha, que historicamente não se unia ao grupo Rêgo.

O PSB, de quem Veneziano esperava reciprocidade, se afastou da presumida aliança, quase que somente para demarcar território e firmar posição perante o eleitorado campinense.

O resultado todos viram; Romero reeleito no primeiro turno. E com folga.

Quatro anos depois, a história parece querer se repetir. A oposição volta se fragmentar e larga com Ana Cláudia Vital, o neo-comunista Inácio Falcão e, mais uma vez, Artur Bolinha, que sai em faixa própria sem se associar a nenhum grupo político local.

Diferente do pleito anterior, o risco que corre o agrupamento oposicionista também ronda o bloco governista na cidade.

Bruno Cunha Lima trabalha para ser candidato independente do apoio de Romero, que se inclina, na bolsa de apostas de hoje, pelo deputado licenciado Tovar Correia Lima.

Manoel Ludgério, deputado estadual e marido da presidente da Câmara, Ivonete Ludgério, ameaça divergir do que chama de escolha “entre quatro paredes”.

As nuvens de divisão sobrevoam os céus dos dois lados da cidade. Haverá tempo bom até às convenções ou tempestade maior?

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