Opinião

Os inocentes e os idiotas úteis: quem é quem agora?

30 de maio de 2019 às 17h41 Por Heron Cid

Ao comentar os protestos contra os contingenciamentos na Educação, o presidente Jair Bolsonaro chamou de idiotas úteis os manifestantes que ocuparam as ruas do Brasil.

Dias depois, Bolsonaro estimulou, por vias oblíquas, como resposta, protestos a favor do seu governo e contra Supremo Tribunal Federal e Congresso.

Um método de pressão contra obstáculos no caminho, muitos dos quais criados pela própria inapetência governamental.

Vinte e quatro horas, estava o presidente desfilando, sorridentemente, em Brasília com o presidente dos poderes alvos de apupos, faixas e palavras de ordem.

Ao lado de Dias Tóffoli, do STF, de Rodrigo Maia, da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado, Bolsonaro ensaiou um pacto de governabilidade e em torno de reformas caras ao governo.

Como se sentiram os manifestantes que foram voluntariamente às ruas bradar contra essas personagens todas?

Inocentes ou idiotas úteis?