Frente a Frente com a Reforma da Previdência – Heron Cid
Bastidores

Frente a Frente com a Reforma da Previdência

12 de março de 2019 às 11h32 Por Heron Cid

Apresentada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, a Reforma da Previdência tem gerado discussões nos mais variados setores da sociedade brasileira. Na Paraíba, não é diferente.

Para falar sobre o assunto com variados pontos de vistas, o programa Frente a Frente, apresentado pelo jornalista Heron Cid, na TV Arapuan, recebeu, nessa segunda-feira (11), o presidente da Federação do Comércio do Estado da Paraíba, Marconi Medeiros, o presidente da Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT), Paulo Roberto, o consultor financeiro, Luis Gaião e o advogado em direito previdenciário,  Luiz Elias Miranda.

Marconi Medeiros  disse que não vê problema em aumentar a idade para que o brasileiro se aposente. Para ele, o expectativa de vida do tem aumentado no país  e Brasil e, segundo ele, não existem outra saída para a Previdência se não a reforma.

“Não seria interessante o Brasil pagar pra ver. É interessante que se recorra porque se pode evitar uma catástrofe. Acho bastante positiva, necessária e os brasileiros devem apoiar essa reforma da previdência”, argumentou Medeiros.

Diferente do empresariado,  as representações dos trabalhadores têm acompanhado os debates das propostas para a aposentadoria dos brasileiros com preocupação.

De acordo com Paulo Marcelo, a reforma é “excludente” e é preciso que seja estudada com todo cuidado para que não apresente problemas futuros.

“Acho que os deputados e senadores não façam o que fizeram com a reforma trabalhista,  com açodamento na votação. Que leiam bastante para fazer o debate”, pontuou.

Já Luis Gaião alega que hoje existem menos pessoas  contribuindo  com a previdência e junto com a reforma também deveria ocorrer ajustes das contas publicas.

“Em casa você não pode gastar mais do que recebe. A Previdência é da mesma forma.  É necessário também uma diminuição da maquina pública para que fique mais barato para a população a manutenção do  Estado. Isso precisa ser feito também  junto com a reforma da Previdência”, afirmou.

Outro problema enfrentado pelo INSS, é o alto índice de judicialização de casos. De acordo com Luiz Elias Miranda, a instituição é a mais processada no país.

“INSS é o maior litigante individual do país. É o mais processado. Uma pesquisa de 2009, aponta par três milhões de processos. Se a gente for ver, um dos maiores problemas. Esses problemas são da concessão de benefício, direitos não concedidos e abaixo do valor devido, e a chamada aposentadoria especial para pessoas sujeitas a ruídos,  produtos químicos e biológicos que só serão concedidos judicialmente”, explicou.

Roberto Targino – MaisPB

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