Nasce o Polo Cabo Branco, um parto de 40 anos – Heron Cid
Opinião

Nasce o Polo Cabo Branco, um parto de 40 anos

25 de março de 2026 às 14h18 Por Heron Cid

O projeto do Polo Turístico Cabo Branco atravessou no tempo. Nesse caminho, foi andarilho por pelo menos cinco governos. Entre a concepção e a materialização, um intervalo de quatro décadas.

Neste ensolarado 25 de março de 2026, a inauguração do resort Tauá finalmente cumpre a sina da ideia inicial e dá ao Polo a solidez das paredes e as cores da existência.

O primeiro hotel, cujo investimento aproximado de R$ 1 bilhão para ofertar mais de mil leitos, abre a série do que, naturalmente, se transformará no mais novo hub turístico do Brasil.

O tamanho do resort entregue e os demais parques e empreendimentos que virão dimensionam o impacto econômico, os ganhos em geração de emprego e renda e atração de um novo público do turismo.

Mas há algo que o volume das construções, o futuro faturamentos das redes e as receitas que entrarão nos cofres públicos da Paraíba não conseguirão aferir.

Porque maior que o tamanho do Polo Cabo Branco pode ficar, com razão, a autoestima da Paraíba, estado historicamente estigmatizado como sinônimo de atraso, pobreza e gestões perdulárias.

Após tantas contrações de complexas articulações junto a grupos empresariais e melindrosa estruturação da placenta receptora, o Polo, enfim, nasceu.

Um parto difícil, de quarenta anos, realizado pelas mãos do governo João Azevêdo (PSB). Já o DNA do “novo turismo” da Paraíba é fácil reconhecer.

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