
A lógica de 2022, segundo a qual os prefeitos do Interior garantiram ao final a vitória do governador João Azevêdo (PSB), se repetirá em 2026. Esse é o raciocínio do presidente da Famup, George Coelho.
Representantes da federação dos gestores municipais, George, por razões naturais, puxa a sardinha para sua brasa. Valoriza o poder de fogo dos prefeitos, mas está embasado em dado estatístico recente.
Na eleição estadual passada, a relação municipalista do governador João Azevêdo (PSB) serviu para contrabalancear desgastes e derrotas nos grandes centros.
Uma inversão completa da equação, até então, prevalente: quem ganhava em João Pessoa e Campina Grande sempre se saiu vitorioso da eleição para governador. João perdeu em ambas e venceu no cômputo geral.
Esse resultado criou uma nova teoria em voga na ágora e na ciência política paraibana: o somatório dos prefeitos tem o maior peso para desequilibrar o resultado final.
George crê na renovação dessa tese. No programa Hora H, da TV Norte, ontem, ele sentenciou, com convicção: os prefeitos vão decidir mais uma vez. Dobrou a aposta.
Candidato governista com superlativo apoio aproximado de 160 dos 223 prefeitos, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) deve ter gostado do bilhete.
O parece de George tem lógica, histórico e sentido. Principalmente se a vontade dos prefeitos – lideranças influentes no processo, conseguir combinar com a do povo.