
O PT da Paraíba decidiu se armar para conter as pressões externas. E não são poucas. O partido é o alvo principal de uma poderosa competição de cabo de guerra. A recente resolução do Diretório Estadual contra “neutralidade” e “candidatura própria” funciona como muro de arrimo.
Puxado numa ponta pelo exército de Lucas Ribeiro (PP) – João Azevêdo (PSB), Hugo Motta (Republicanos) e Aguinaldo Ribeiro (PP) – e na outra pelo prefeito Cícero Lucena (MDB) e o senador Veneziano Vital (MDB).
Os dois lados têm trunfos na mesa. E ambos estão dispostos a ofertar palanque a Lula – a prioridade estratégica petista para uma eleição que tem tudo para ser uma arena acirradíssima.
Não fosse a firmeza da presidente estadual da sigla, Cida Ramos, o PT já teria sucumbindo. Tem sido essa a postura que vai preservando, até aqui, a autonomia garantida pelo presidente nacional, Edinho Silva.
O aval nacional, porém, não blinda o partido das inteferências exteriores. Mas para quem pressiona por cima, convém lembrar: o PT costuma abominar decisões cartoriais e verticais.
Geralmente quem arrebata por cima costuma sofrer rejeição da base. No PT, tão importante quanto ter o CNPJ do partido é conquistar os cpf’s de suas lideranças e militantes. O histórico está aí para provar.