
Diego Tavares (PP) começou janeiro de 2026 deslocando da certeza à dúvida seu apoio à candidatura do prefeito Cícero Lucena (MDB). Antes do carnavalesco fevereiro acabar, transformou a fantasia da interrogação em ponto final: o ex-secretário da gestão cicerista ficará com o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), candidato do seu partido.
Nas palavras do suplente de senador, em nota à imprensa, ficará “onde sempre esteve”. Ou seja, Tavares levantou o estandarte do argumento o partidário para justificar sua “delicada” escolha entre o bloco do prefeito e do vice-governador e ainda arranjou um polido adereço ao dizer que, se alguém mudou, não foi ele. Ou seja, mudou quem mudou de partido – Cícero, no caso.
Diego preparou esse terreno. Surpreendeu meio mundo de gente, no dia 5 de janeiro, em entrevista ao autor do Blog, no programa Hora H, da TV Norte, anunciando a antecipação a saída do cargo no governo municipal, antes do prazo formal.
Mesmo dando sinais que a mudança de avenida estava resolvida, não quis sair deixando sequelas. Deu o que Cícero pediu: prazo para amortecer a baixa e mais tempo para discutir eventuais soluções políticas. Foi diplomático e inaugurou uma espécie de desligamento programado.
A quem perguntou, Tavares avisou que, na escolha, priorizaria sua reeleição. Praticamente, desenhou a situação como uma estão matemática e de cálculo partidário. Uma equação que, nas contas de qualquer bom entendedor, daria, como produto final, a permanência no PP como a fórmula exata para o seu projeto.
Mas seria ingenuidade pensar que para um estrategista tal qual Diego, a decisão pelo apoio a Lucas Ribeiro em detrimento de Cícero é só questão de contas e viabilidade do pré-candidato a deputado estadual. Passa por leitura política e perspectiva de poder. E a 40 dias de Lucas assumir o governo e Cícero deixar a Prefeitura.