Depois de a Prefeitura negar o volume da dívida, em nota e em vídeo, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União) desceu à planície e a realidade. Foi ao bairro do Itararé para negociar o milionário débito com o Hospital Help, denunciado pelo diretor e empresário Dalton Gadelha.
E fez bem, porque não seria admissível a gestão da segunda maior cidade da Paraíba ficar na base do “devo, não nego, pago quando puder”. E, principalmente, quando o assunto em questão é saúde e assistência à população pobre do município.
Na sua primeira missão – bem sucedida, por sinal – , o secretário e cirurgião Fábio Ramalho (PSDB) conseguiu regular a adrenalina dos litigantes e colocar Bruno e Dalton na mesma mesa de operação.
A junta médica foi um avanço significativo, porque saiu do vírus do confronto público e judicial para a enfermaria do distensionamento e fixação de uma data para o tratamento da primeira parcela da negociação, ainda nesta semana.
A crise deve deixar algum aprendizado para a gestão. A principal delas é para o jovem prefeito campinense. Muitos dos sucessivos litígios enfrentados são, na verdade, crises de relacionamento e de comunicação.
Problemas evitáveis com a prescrição de um telefonema e gotas de humildade, remédios simples, que custam pouco e costumam ter muita eficácia. E, na falta deles, leves sintomas evoluem para doenças graves, como registram os últimos boletins.
Dessa vez, houve um “help” a tempo de impedir o paciente de baixar na UTI. Por prevenção: saúde, Campina Grande!