Se Donald Trump enviou uma péssima notícia para o Brasil, com a taxação de 10% sobre produtos do nosso país, as pesquisas da opinião pública não fizeram muito diferente com o presidente Lula (PT).
A decisão dos Estados Unidos cria um pepino gigante para o Brasil. Já os índices de rejeição que bateram 56% em março, segundo a pesquisa Quaest, aumentam o abacaxi para Lula descascar.
Um dia antes, a AtlasIntel/Bloomberg mostrou a desaprovação em 53,6%. Os dois levantamentos se completam e consolidam uma indisposição do brasileiro com o presidente.
Na oposição, Bolsonaro – já inelegível – convive com iminente condenação no Supremo Tribunal Federal pela trama – real e fartamente comprovada – que ameaçou golpe político no Brasil.
O curioso é que a precária situação do adversário não converte a favor do governo. Porque o cidadão desapaixonado sabe separar as coisas, não vive dessa gincana ideológica e sente falta de entregas reais da gestão.
A medida norte-americana cria problemas para a economia do Brasil. Mas antes de segurar essa pedrada, o governo tem problemas mais simplórios para resolver, como, por exemplo, o preço do ovo. Taxado negativamente pelo eleitor, Lula já pode começar a fazer o omelete.