(BRASÍLIA) – O que é pior? Perder de 7×1 para Alemanha ou amargar 4×1 para os hermanos da Argentina. A goleada da Alemanha, na Copa, doeu, mas o tango argentino, nas eliminatórias, é vexame mais constrangedor.
Nem precisa explicar a razão.
Os argentinos são nossos rivais históricos. Ganhar deles tem gosto especial. Perder também. E o sabor é amargo. Com derrota elástica, intragável. A seleção não só perdeu. Foi a maior derrota para os vizinhos em 61 anos.Perdeu perdendo, como se diz em Marizópolis.
Perdeu humilhada, cabisbaixa, levando a “porrada” em campo que ameaçou fora dele. Aliás, a infantil declaração de Raphinha, só contribuiu para estimular os adversários e piorar o que já anda muito ruim das pernas.
A fala, por si só, resume bem a nossa geração futebolística. Um bando de rapazes emocionalmente frágeis que se comportam muito como celebridades e pouco como atletas que deveriam ser.
Se preocupam mais com o corte e o penteado do cabelo, o ângulo da imagem no telão, e menos, muito menos, com o desempenho e a entrega em campo.
No passado, jogar na seleção era uma privilégio e defendê-la uma questão de honra e amor à pátria. Agora, ao que parece, virou um bico, de somenos importância. Vale mesmo os milhões faturados nos times europeus e os patrocínios astronômicos.
E não adianta botar tudo na conta de Dorival Júnior. Reconhecendo talentos individuais, talvez seja um problema geracional mesmo. Temos muitos influencers e pouco jogadores.
O resultado? Um time que faz feio no gramado, beicinho após o apito final e um país inteiro levar “porrada” no resto de moral que ainda resiste em nós.