Poderia ser desculpa para o azar do nosso Sousa. Mas, não. É reclamação ao ‘excesso de sorte’ do Bragantino. O time paulista perdia por 1 x 0 até os 53 minutos do segundo tempo e estava para viver, no Marizão, idêntico vexame do Cruzeiro, que caiu diante do Dinossauro do Sertão, ano passado.
O “azar” do Sousa teve nome e sobrenome: Caio Max Augusto Vieira. Sem motivo justificável, o árbitro da partida adiou o fim do jogo em oito minutos. E só deu o apito final quando o Bragantino empatou numa jogada esquisita, com gol contra.
O empate levou a decisão para os pênaltis e aí a equipe sertaneja psicologicamente já não era mais a mesma. Tombou em 5 x 4.
A revolta, naturalmente, foi grande. Da torcida à diretoria da equipe sertaneja. Com razão. Não houve eventos no tempo regular capaz de justificar oito minutos de complemento e dois escanteios, mesmo após a conclusão dos 8 minutos adicionais.
Inevitável não suspeitar de, no mínimo, um preconceito da arbitragem, que, se alia, de alguma forma, à lógica de que o grande time precisa vencer.
Basta uma pergunta: se fosse o contrário, em Bragança Paulista, com o Sousa vencendo, o juiz daria oito minutos de acréscimo sem lance ou paralisações consideráveis.
É caso de chamar o VAR para o juiz.