Nem só de pão vive o homem, dizem as sagradas escrituras. Em matéria de governo, é o contrário: nem só palavras alimentam as expectativas dos cidadãos.
Na fome de ruptura, a primeira fase do governo Bolsonaro tem sido mais de verbo do que ação. O presidente está empenhado na agenda de mudanças conceituais e de instauração de uma nova ordem.
Tem votos e legitimidade para isso. Mas, no geral, os seus governados esperam mais do que um chega pra lá na cantilena ideológica e histérica imposta pelo PT e seus partidos satélites.
O governo não quer tocar o Minha Casa, Minha Vida, tudo bem, mas o que põe no lugar?
Não dá bola para Prouni e Universidade para Todos, mas o que propõe concretamente na Educação?
Matou de inanição o Mais Médicos, mas até agora não disse o que fará para garantir atendimento médico até às 22h nos PSF’s?
A reza na nova cartilha não desqualifica Bolsonaro, entretanto, seus ideólogos não podem perder de vista uma realidade: estamos no Brasil e diante de um brasileiro pragmático, para quem no lugar de acenos ideológicos valem mais ações efetivas em segurança e emprego.
Atender a essa demanda dever ser a ideologia número 1 do governo. Porque nem só de polêmica vive o povo…