
Aproximadamente R$ 10 milhões de desvios, dois policiais e um delegado preso na Paraíba. Acusados de associação com o tráfico, eles teriam saído da delegacia, da defesa da Lei e ido para fora dela. E fizeram pior.
Interceptavam, roubavam drogas apreendidas e chantageavam. Os bandidos viraram vítimas de quem deveria combatê-los. Tudo isso usando o aparato da Polícia e a estrutura do Estado.
Na entrevista coletiva da Operação Pérfidus, o semblante dos colegas de operação oscilou entre constrangimento e indignação.
O delegado-geral André Rabelo deu aos presos o tratamento de “traficantes” e fez questão de separar o corpo da instituição do que chamou de a “carne podre”.
Ao repórter Albemar Santos, do Portal MaisPB e Rede Mais, o delegado responsável pela investigação, Rafael Bianchi, fez um desabafo: ‘Polícia não é fábrica de papel higiênico”.
Ou seja, quem faz as suas sujeiras que pague por elas. A imagem da Polícia é quem não pode ficar melada. A assepsia foi feita.
O que se descobriu foi muito grave. Porque quando é o bandido é quem chama a Polícia e denuncia o policial, a sociedade é vítima duas vezes.